Taxa Selic deve sofrer nova queda e favorece investimento em bolsa

Foi publicado, na manhã da segunda-feira, 19, o Relatório de Mercado Focus, responsável por monitorar a evolução das expectativas do mercado brasileiro. A projeção confirma que a taxa Selic deve continuar a cair e chegar a 5%.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária, realizada em julho, o Banco Central cortou a taxa Selic para 6%. O objetivo da medida é estimular a retomada da produção e consumo, permitindo o financiamento através de taxas de juros mais baixas.

De acordo com o especialista em finanças Marco Camhaji, a queda da Selic implica em uma redução no custo de capital das instituições financeiras, diminuindo, por consequência, o custo do crédito a ser repassado para as empresas e consumidores finais na ponta.

Onde investir com a Selic em queda
Com esse movimento de queda nos juros, um efeito que se observa é que as aplicações em renda fixa são cada vez menos atrativas do ponto de vista de rendimentos. Por isso, é preciso realizar uma análise mais meticulosa dos ativos, já que títulos do governo e investimentos em renda fixa, apesar de mais seguros, apresentarão rentabilidade mais baixa.

Segundo o especialista, as opções de renda variável são uma alternativa melhor para quem busca resultados mais significativos. “As pessoas precisarão fazer uma avaliação da expectativa de curto, médio e longo prazo e isso para a decisão dos investimentos. A economia brasileira atual, com este patamar de taxa de juros, estimula a alocação em fundos mais diversificados.”

Dicas de investimento no novo cenário da Selic
Com a redução da Selic e com a taxa de inflação controlada em patamares baixos, Marco Camhaj acredita que terá uma maior alocação de investimentos em ativos de maior risco. As pessoas passarão a buscar maiores riscos para obtenção de retornos significativos e ações em bolsa passam a ser um ativo interessante, desde que bem analisados.

No entanto, segundo o especialista, uma boa diversificação da carteira com ativos mais conservadores podem gerar um bom equilíbrio para o longo prazo. Nesse caminho, fundos multimercado podem representar uma solução atrativa neste momento.

Portabilidade de financiamento
A queda de juros é a melhor época para solicitar a portabilidade do financiamento imobiliário para outro banco com taxas de juros mais baixas. Isso pode proporcionar um grande alívio no bolso.

Com a queda na taxa básica de juros, torna-se um bom momento para comparar as taxas no mercado e reavaliar o financiamento da casa própria. Segundo o Banco Central, em 2018 foram feitos 5.535 pedidos de portabilidade de crédito imobiliário, alta de 453,8% em relação a 2017. No primeiro semestre deste ano, já foram 3.466.

Apesar do crescimento, o número ainda é pequeno perto da portabilidade em outras modalidades de crédito. Para analistas, a principal causa é a desinformação sobre essa possibilidade. Outra razão é que não havia antes um ambiente econômico favorável como o de agora, com melhoria da regulação e maior competição nesse segmento de crédito.

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